Seis anos atrás, Dr. Dre  Andava na praia com líder da Interscope Records Jimmy Iovine, ponderando se ele deve ou não lançar a sua própria linha de calçados. "[Esquece] tênis", disse Iovine. "Vamos vender  Phones !"

Esse poderia ter sido o melhor conselho que rapper e produtor ja recebeu,  Em 2008 ele se juntou com Iovine e  outros parceiros para lançar  os Beats by Dr. Dre, que agora vende mais da metade de  fones de ouvido Nos estados Unidos  (de  $ 100 para cima).   Negocio esse que veio vender parte dela mais tarde por 100 milhões dólares  para o  fabricante de celulares  HTC, o total pago foi uma participação por uma participação de 51%  foi de US $ 300 milhões em 2011.

Com US $ 110 milhões em lucros antes dos impostos, Dr. Dre é  o rapper que mais facturou este ano na lista anual da Forbes Hip-Hop King-apesar do fato de que seu álbum há muito aguardado,  Detox , continua sem previsão de data para chegar as lojas.   Ele não é o único na lista  dos rapper que mesmo sem álbum factura ,   Diddy  chega no No. 2, com US $ 45 milhões, graças principalmente a uma parte dos lucros da  Diageo da vodka Ciroc,   Jay-Z  ocupa o terceiro lugar, com US $ 38 milhões,  provenientes principalmente dos seus rendimentos anuais de empreendimentos, incluindo participações de propriedade cosméticos de Carol , o Nets Brookyln e uma joint venture com a fabricante de baterias Duracell. Bem como seu álbum Watch the trone.

 

Kanye West  ocupa a quarta posição na lista, com US $ 35 milhões, impulsionado por sua participação no álbum watch the trone  com Jay-Z e da turnê que se seguiu, seguido por  Lil Wayne  em US $ 27 milhões. O mais recente álbum o  Tha Carter IV , vendeu um milhão de cópias em sua primeira semana, ele também lançou Trukfit linha de roupas e uma parceria com  Pepsi Mountain.

 Lil Wayne é acompanhado nesta lista com seus colegas da Young Money e Cash Money  Drake (n º 6) e Nicki Minaj (n º 8), que arrecadou 20,5 milhões dólares e US $ 15,5 milhões, respectivamente, graças a novos álbuns, tournées  e patrocínios com empresas como Kodak e Pepsi.  Seu chefe, Cash Money co-fundador Bryan "Birdman" Williams, é o sétimo, com US $ 20 milhões.

No entanto, para alguns artistas, a música por si só é um caminho viável para ganhar milhões.? Não. 9 Eminem vendeu mais álbuns na última década do que qualquer artista, e continua a lucrar a partir de seu catálogo extenso e shows ocasionais, fazendo este ano  $ 15 milhões.

Para compilar a lista dos reis do facturamentos antes dos impostos de todos os artistas que vivem cujo trabalho é principalmente classificada como hip-hop ou rap, a forbes baseou-se   nas  receitas de tournée, vendas de discos, publicações, filmes, vendas de mercadorias, contractos e outros empreendimentos. Taxas de agente de agenciamentos , e advogado não são deduzidas, o lucro são tabulados a partir de Maio de 2011 a Maio de 2012 e com base em dados da Pollstar, a Associação da Indústria de Gravação da América e Nielsen SoundScan, e de entrevistas com gestores, advogados, vários executivos de gravadoras e alguns dos  próprios artistas.

 

"Eu entendo porque Dre não terminou  Detox ", diz Liles, com uma risada. "É  por causa dos Beats."Os   20 rappers arrecadaram  US $ 415 milhões ano passado, o maior desde 2008, de US $ 515 milhões e foi destrbuida da seguinte forma: 

 


1. Andre “Dr. Dre” Young ($110 milhões)
2. Sean “Diddy” Combs ($45 milhões)
3. Shawn “Jay-Z” Carter ($38 milhões)
4. Kanye West ($35 milhões)
5. Dwayne “Lil Wayne” Carter ($27 milhões)
6. Aubrey Drake Graham ($20.5 milhões)
7. Bryan “Birdman” Williams ($20 milhões)
8. Nicki Minaj ($15.5 milhões)
9. Marshall “Eminem” Mathers ($15 milhões)
10. Christopher “Ludacris” Bridges ($12 milhões)
11. Pitbull ($9.5 milhões)
12. Rick Ross ($9 milhões)
13. Wiz Khalifa ($9 milhões)
14. Snoop Lion ($8.5 milhões)
15. 50 Cent ($7.5 milhões)
16. Swizz Beatz ($7 milhões)
17. Pharrell Williams ($7 milhões)
18. Young Jeezy ($7 milhões)
19. Mac Miller ($6.5 milhões)
20. Akon, Timbaland, Aaron “Tech N9ne” 6 Milhões 

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“Decoded” chegou no último dia 5 ao terceiro lugar da lista de livros de não-ficção mais vendidos do New York Times

 

 

Exibido na parede do apartamento do rapper Jay-Z em Manhattan, o quadro “Charles The First”, de Jean-Michel Basquiat, tem uma função mais importante que indicar a volumosa riqueza do morador. Ele serve como advertência ao compositor norte-americano – o sucesso para os negros talentosos nos Estados Unidos é uma armadilha.

Basquiat criou a obra de arte inspirado em Charlie Parker, jazzista que, feito ele, morreu precocemente, em decorrência de overdose de heroína. Ele colocou na pintura uma inscrição segundo a qual a maioria dos reis tem a cabeça decepada. Quando se torna notável, um indivíduo se transforma em alvo de caça – querem a todo custo roubar-lhe a coroa. Sempre que pode, Jay-Z olha para o quadro, vê o próprio reino ameaçado e se contenta por contrariar a regra. Ele garante ser possível ter fama sem perder a alma.

“Charles The First” revela a personalidade de Shawn Corey Carter, de 41 anos, nome verdadeiro de Jay-Z, um dos negros mais influentes dos Estados Unidos. Segundo a Billboard, ele é o artista solo com mais álbuns número um da história, tendo ultrapassado Elvis Presley. Ele mesmo se chama de “o novo (Frank) Sinatra” no rap “Empire State of Mind”, que ameaça desbancar “New York New York” como o hino da Big Apple.

Empresário bem-sucedido, dono de fortuna de mais de US$ 450 milhões, segundo a Forbes, e casado com a cantora Beyoncé, ele não esquece o passado pobre e violento em Marcy, conjunto habitacional do Brooklyn, em Nova York. “A vida no Brooklyn está queimada na minha pele como uma marca”, ele escreve em “Decoded” (Spiegel & Grau, 320 páginas., US$ 35), livro recém-lançado que eleva o rapper à condição de poeta. “Decoded” chegou no último dia 5 ao terceiro lugar da lista de livros de não-ficção mais vendidos do New York Times.

Em “Decoded”, Jay-Z comentou 36 de suas composições, quatro das quais à espera de gravação. Ele emprega no livro a gíria das ruas e o ebonics, inglês falado pelos negros do Norte dos EUA. De saída, conta como se apaixonou pelo gênero musical quando, aos 9 anos, presenciou outra criança rimando no conjunto habitacional onde morava.

O garoto se chamava Slate e, em transe, cantava para uma roda de adultos. Durante 30 minutos ininterruptos, Slate disparou centenas de versos. Jay-Z saiu impactado. Nas semanas seguintes, preencheu com rimas o espaço em branco dos cadernos escolares. E criou o hábito de anotar, num pedaço de papel ou num canto da memória, todo verso nascido inesperadamente.

A preocupação naquela fase era “descrever o conteúdo da mente de uma criança”. Inventado por imigrantes caribenhos no Sul do Bronx, o hip hop engatinhava no início dos anos 1980. Segundo Jay-Z, desde o berço o rap descreveu a realidade pobre dos negros. Mas para evoluir lhe faltava conteúdo próprio. Não bastava mencionar o que comiam ou viam, era preciso expressar o que havia na alma. Jay-Z não podia ser poeta sem primeiro perder a inocência. A caminho da adolescência, ele foi abandonado pelo pai. Superou o trauma 20 anos depois, ao perdoar a ausência em um encontro meses antes da morte do progenitor.